Grupo matou mulher grávida por R$ 2 mil, roupas e corte de cabelo

Evitar o término do relacionamento com o namorado, um homem rico, motivou S.O.B., de 30 anos, a encomendar a morte de Greiciara Belo Vieira, 19, e a retirada do bebê dela, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, na madrugada da última sexta-feira (19). Ela e outros três suspeitos de envolvimento no crime foram presos e podem pegar até 40 anos de prisão. Eles iriam receber, como recompensa, R$ 2.000, roupas, celular e cortes de cabelo. Duas pessoas seguem foragidas.
Conforme as investigações, o namorado de S. queria terminar a relação no fim do ano passado e, para evitar que isso acontecesse, ela disse que estava grávida. A suspeita, que é ex-garota de programa, contactou uma amiga de longa data, a técnica em enfermagem J.S.O., 60, e pediu que ela a ajudasse a conseguir uma criança recém-nascida para adoção. O dia do falso parto, no entanto, se aproximava, e S. decidiu pedir apoio da travesti M., 22, que era amiga da vítima, para pegar o bebê.
Na  quarta-feira (17), M. procurou Greiciara pela internet e a chamou para um encontro, no qual entregaria roupinhas de presente à criança. No dia seguinte, após dar a lembrança à jovem, Mirela a convidou para uma festa no bairro São Jorge, em Uberlândia, no Triângulo, onde elas fumaram maconha, e a gestante ingeriu, sem saber, um medicamento que a deixou sonolenta.
Neste momento, M., J., a travesti Y., de 24, e outros dois suspeitos, que estão foragidos, a colocaram em um carro e partiram em direção a uma represa em Ituiutaba, a aproximadamente 140 km de distância. S. também iria, mas o namorado dela, morador de Araguari, na mesma região, chegou de surpresa em Uberlândia para visitá-la.
“Chegando ao local, eles tentaram fazer a vítima desmaiar com éter, mas não conseguiram. Então, seguraram os membros dela e fizeram a cesariana, com ela acordada e implorando para que não fizessem aquilo. O parto foi feito com lâminas, no chão, tudo muito precário”, afirmou o delegado regional de Ituiutaba, Carlos Fernandes. Depois, eles enforcaram a vítima com a roupinha do bebê, que ela havia ganhado anteriormente, envolveram o corpo em uma tela metálica, o prenderam a uma pedra e jogaram na água.
Todos os presos confirmaram participação no crime. Eles vão responder por homicídio triplamente qualificado – por motivo fútil, uso de tortura e mediante recursos que dificultam a defesa da vítima –, sequestro, ocultação de cadáver e subtração de incapaz. “Para convencer M., a S. prometeu um celular. Para a enfermeira, R$ 2.000, e para os demais, roupas e cortes de cabelo”, disse o delegado.
ig
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