Rússia anuncia retirada de seus aviões de combate de base iraniana

A Rússia anunciou nesta segunda-feira que todos os aviões de combate de sua Força Aérea que estavam em uma base no Irã para atacar posições jihadistas na Síria voltaram ao país, depois que o governo iraniano anunciou que Moscou não voltará a utilizar suas instalações militares.

"Neste momento, todos os aviões das forças aeroespaciais russas envolvidos nessa missão estão em território da Rússia", disse aos jornalistas o porta-voz do Ministério da Defesa do país europeu, Igor Konashenkov.

O general russo acrescentou que o uso da base pela aviação russa no futuro "dependerá dos acordos (russo-iranianos) sobre a luta contra o terrorismo e em função da situação na Síria".



Anteriormente, o ministro da Defesa iraniano, Hossein Dehghan, tinha declarado que os aviões russos não estavam posicionados na base de Hamadan e garantiu que as aeronaves estavam apenas reabastecendo no local em seus voos entre Rússia e Síria.

Dehghan também criticou Moscou com firmeza por tornar pública a utilização da base iraniana em sua campanha militar na Síria e considerou que essa decisão causou "alerde" na opinião pública.

"A Rússia quer mostrar que é uma superpotência que pode influenciar no âmbito da segurança. Esse país quer se mostrar como um ator efetivo dentro da operação na Síria para negociar com os Estados Unidos e garantir um papel importante no futuro político da Síria", disse Dehghan.

Mas os russos, segundo o ministro iraniano, "não tinham motivos para pensar que ficariam no Irã".

Os bombardeiros estratégicos russos Tu-22M3 e os bombardeiros Su-34 utilizaram a base de Hamadan em três ocasiões para atacar posições dos grupos Estado Islâmico e Frente al Nusra na Síria, entre os dias 16 e 18 de agosto.

As informações sobre a presença de aviões russos no Irã foram vazadas primeiro por um veículo de imprensa libanês, e foram confirmadas depois pelas autoridades russas.


Os Estados Unidos criticaram o uso do território iraniano pela aviação russa e advertiu que essa decisão poderia representar uma violação de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que proíbe a venda, o fornecimento e a transferência de aviões de combate ao regime de Teerã. 
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