Polícia Civil do Ceará prende hacker por exploração sexual infanto-juvenil

Uma ação da Polícia Civil do Ceará, por meio da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD) e da Delegacia de Combate a Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), resultou na captura, na última quarta-feira (24), de um hacker de 31 anos por exploração sexual de crianças e adolescentes. Fabrício Almeida de Sousa (31), “Fafá” ou “Kadov”, que já responde no Estado do Maranhão por crimes de furto mediante fraude (hacker), associação criminosa, falsidade de documentos e estelionato, foi capturado em um apartamento localizado na Rua Coronel Manuel Albano, no bairro Maraponga – Área Integrada de Segurança 05 (AIS 05) – em Fortaleza.

O homem estava sendo investigado por envolvimento com o tráfico de drogas sintéticas e golpes contra instituições financeiras, porém ele acabou capturado em flagrante por exploração sexual infanto-juvenil. No apartamento alugado por ele, estavam dois adolescentes de 14 e 17 anos. A mais velha mantinha um relacionamento com o preso. No momento da ação, o homem ainda tentou fugir, pulando do apartamento no 2º andar do prédio.

Conforme o delegado Sérgio Pereira, titular da DCTD, o homem afirmou aos policiais que vivia de golpes contra instituições bancárias e que fugiu do Maranhão, seu estado natal, passando a morar nos estados do Rio de Janeiro e Goiás, antes de vir para o Ceará. O homem também disse aos policiais que se inspirava em um personagem hollywoodiano, estrelado por Leonardo Dicaprio, no filme “Prenda-me se for capaz”. Fabrício aplicava os golpes e com o dinheiro arrecadado dava festas com crianças e adolescentes.

A investigação iniciou com a suspeita de que ele, que no Ceará se apresentava como Carlos Henrique dos Santos Vitor, traficava drogas sintéticas nas festas que participava. O homem, que não tinha emprego, ostentava e morava em apartamentos localizados na Avenida Beira-Mar.

A Polícia descobriu ainda que ele tinha a pretensão de ser pai. Para isso, manteve contato com uma adolescente de 17 anos oferecendo vantagens para que ela engravidasse. De início a adolescente “ganhou” um aparelho celular e após confirmada a gestação, ela receberia a quantia de R$ 1,5 mil. Segundo as declarações da jovem prestadas na Dececa, a intenção de Fabrício era ter um filho para criar junto com o namorado – um adolescente de 15 anos. Se a criança fosse uma menina, seria vendida.

Fabrício foi levado à sede da Dececa, onde foi autuado em flagrante por exploração sexual infanto-juvenil, falsidade ideológica e desacato. Ele ainda foi autuado por lesão corporal, pois na tentativa de fugir acabou ferindo um policial.

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