Nova lei restringe ainda mais o cristianismo

O Parlamento das Maldivas adotou recentemente a nova lei de difamação, o que despertou a atenção e gerou críticas por parte de vários outros países. Tendo em conta os estreitos laços entre Maldivas e Arábia Saudita, é possível que a nova lei venha prejudicar ainda mais a liberdade religiosa e deva ser usada para atingir os cristãos de forma mais certeira, ou seja, com o amparo da lei que propõe multas pesadas e até mesmo prisão por difamação.

Para protestar a decisão do governo, cerca de 50 manifestantes se reuniram próximo ao escritório do presidente das Maldivas, Abdulla Yameen, ocasião em que vários jornalistas acusavam o governo de sufocar a liberdade de imprensa. Policiais maldívios interromperam o protesto usando spray de pimenta para dispersar os ativistas. No total, 19 pessoas foram presas durante a operação.

O governo, que sempre protegeu o islã, já havia instituído um conjunto de leis para proibir a conversão de cidadãos maldívios para outra religião, pressionando-os com a ameaça de que poderiam perder até mesmo sua cidadania. É por isso que, oficialmente, os únicos que são reconhecidos como “praticantes do cristianismo” são os expatriados. A lei de difamação vem apenas para reforçar que ser cristão nas Maldivas é proibido, inconstitucional e também considerado um crime.

Portas Abertas
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